NOVO MATERIAL “DIDÁTICO” NAS ESCOLAS PÚBLICAS
A FUNÇÃO DA ESCOLA NA SOCIEDADE
por André Souza Santos(*)
10 de Maio de 2011
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 1996, apoiados em diversas publicações mundiais, recomendam que o ensino formal deve desenvolver os estudantes de forma plena considerando para tanto, aspectos da cidadania, a dignidade, o direito à informação, o acesso aos bens culturais produzidos pela humanidade, a socialização e o atendimento dos alunos visando a sobrevivência e desenvolvimento da sua identidade.
No entanto, grupos designados minorias querem alterar de forma drástica a função da escola na formação do jovem brasileiro. As escolas estaduais em escala nacional sofrem com a falta de materiais que facilitem o aprendizado e todos os itens estabelecidos no PCN trazendo déficit na aprendizagem como laboratórios equipados para experimentos em diversos campos científicos, salas com equipamentos de informática, materiais para práticas esportivas, saídas culturais e, sobretudo, segurança.
Esse quadro negativo é contínuo e sempre com a retórica da falta de verbas. Então para solucionar problemas de desigualdades, combate à homofobia e promover a cidadania o Ministério da Educação e Cultura (MEC) está estudando a aprovação de um material didático em cinco vídeos estimulando em nossas crianças afeição ao homossexualismo, e uma minoria ditando regras sociais formando um grupo privilegiado acima dos outros membros da sociedade. Segundo o Secretário André Lázaro, é obrigação do MEC financiar esse material didático.
O apoio, divulgação e luta para a aprovação do material está sendo feito por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT). Segundo ele há uma evasão do público homossexual das escolas estaduais por “bulling” daí a necessidade do material que, de acordo com Toni, professores já foram capacitados e pais foram orientados, uma grande farsa, pois não houve divulgação da existência de tal material que está sendo preparado em sigilo e será implantado.
Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem.
Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.
Em um outro vídeo parte do mesmo material é exibido um casal de lésbicas de quatorze anos se beijando.
O vídeo traz uma série de polêmicas que devem ser questionadas pelos cidadãos: Qual a necessidade de exibir um material desse para crianças com faixa etária de 8 anos em diante? Como uma criança em fase de formação cognitiva poderá optar em relação a uma aprendizagem imposta sem qualquer conteúdo ou comprovação científica? Quanto os cofres públicos irão gastar na elaboração do material ao invés de investir no que será útil à maioria? É justo André Lázaro secretário do MEC e seu grupo discutirem por três meses sobre um beijo lésbico no vídeo até aonde a língua de uma das meninas entraria na boca da outra? São pagos para isso?. O conteúdo será utilizado no que se cobra nos vestibulares? O nome de uma pessoa em um diário de classe (um documento) pode ser alterado por vontade de alguém? Pois José quer que os professores apaguem seu nome de registro e coloquem Bianca no diário. Já pensou se a moda pega? “Batman? (presente!) William Wallace? (faltou!), Mulher maravilha? (quebrou a perna e está com atestado!)”.
No vídeo José Ricardo expressa o desejo em usar o banheiro feminino e questiona a distinção dos banheiros por sexo.
De acordo a psicóloga e psicoterapeuta Suzy Camacho, esbarramos em um outro problema: A sociedade brasileira tem uma definição de regras e de convivência social, uma delas que o seu sexo determina em qual banheiro você deve utilizar e o dinheiro público poderia ser gasto no sentido educativo de outra forma.
As regras sociais devem ser alteradas em função de uma minoria? Lembremos que nosso país é de predominância cristã poderíamos então impor aspectos religiosos tendenciosos nas escolas para favorecer a maioria? Certamente não. O MEC diria que somos um país laico, aliás, o ensino religioso de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 (LDB) deixa facultativo esse ensino, mas impõe o ensino de diversidades sexuais buscando convencer a população, às palavras de Toni, que isso é uma apologia à cidadania.
Mais uma vez vemos que o conceito de democracia é colocado às avessas em que a minoria não quer se submeter à maioria ditando os costumes sociais e quais mudanças devem ocorrer. Teremos assim os homossexuais como uma classe distinta dentro da sociedade brasileira com direitos exclusivos de expor opiniões em materiais didáticos, passeatas como as que ocorrem na Avenida Paulista mostrando suas regalias e, empurrando goela abaixo da sociedade, seu modo de vida a todos os cidadãos como algo bonito de se ver.
Qualquer oposição a essa minoria será caracterizada como preconceito e homofobia.
André Souza Santos, 30, tem
Licenciatura plena em Geografia e curta em História.
É Pós-graduado em Planejamento, gestão e Educação Ambiental.
Leciona na rede estadual de ensino, em São Paulo, desde 2005
e na rede particular desde 2008
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